Tenho o hábito de contatar minha mãe que mora no Paraná para avisá-la que sairei para viajar. No último feriadão fui surpreendido com um pedido especial. Que eu não trafegasse pela Rodovia da Morte que está aqui em Minas.
Expliquei que teria que fazê-lo, mas para seu consolo, percorreria o trecho menos violento.
Passado o feriado temos o triste saldo de mortes nas estradas mineiras. Centenas de feridos que fizeram verter muitas lágrimas maternas foram vítimas de acidentes no nosso estado, deste número, tivemos 35 vítimas fatais, dez somente na Rodovia da Morte. Minha mãe sabia o que estava pedindo.
Infelizmente, entra ano e sai ano, trocam-se os nossos governantes e a BR 381 continua do mesmo jeito, matando inocentes sem piedade.
A pergunta que não se cala é até quando isto continuará. Quantas mães terão seus filhos tolhidos nas voltas desta rodovia? Quantos órfãos serão gerados graças às condições precárias da BR 381? Quantas pessoas terão que morrer para que aqueles que podem fazer algo, descruzem os braços e mudem esta triste história?
Em janeiro teremos a posse do eleitos pelo povo. Destes, muitos usaram a tragédia daquela rodovia como plataforma de campanha. O que de concreto será feito?
Uma peculiaridade dos novos governantes é o fato de que o nosso país terá a sua primeira presidenta. Será que o senso materno dela prevalecerá? Talvez se outras mães se juntarem a minha e juntos clamarem a presidenta eleita, ela, que é mãe e avó ouvirá o pedido das mães do Brasil.
Enquanto isto não acontece é preciso que os filhos ouçam suas mães e procurem evitar percorrer a BR 381. Caso isto não seja possível, ao menos, redobrem a atenção quanto tiverem ao volante. Outro pedido que os filhos que são motoristas devem acatar é a conscientização sobre o valor da vida. As estatísticas mostram que muitas das mortes acontecem justamente pela falha deles. Especialistas afirmam que a falta de atenção, desrespeito às placas de velocidades e consumo de bebidas alcoólicas ainda são as principais causas de acidentes. A minha, as nossas mães não merecem isto.
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