terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Cigarro, uma atitude antisocial

por: José Almir da Rosa

Que cigarro dá câncer, enfisema e outras centenas doenças, todo
fumante já sabe,  mesmo diante de tal informação, tais pessoas teimam
em correr este risco e continuam fumando. Muitas vezes pagam tal ação
com a própria vida.

Creio que também é de conhecimento dos fumantes que, segundo dados da
Organização Mundial da Saúde (OMS) cerca de um terço da população
mundial adulta fuma e isto faz manter uma indústria milionária.

O fumo passivo é outra característica maléfica resultante do uso do
tabaco. Basta observar a nossa volta para perceber quantas vítimas,
muitas vezes crianças, são obrigadas a estar ao lado de uma pessoa que
fuma. E as mulheres grávidas? Para mim um verdadeiro assassinato sem
direito de defesa.

Um outro problema provocado pelo tabaco, ignorado pela maioria dos
viciados, é o mal-estar que causa para os não-fumantes estar num
ambiente impregnado pela fumaça e cheiro do cigarro.

Hoje, com a lei seca, alguns vão para as portas dos estabelecimentos
públicos fumarem. Bom, mas não o ideal. Como a fumaça impregna na
roupa do fumante, no seu retorno, quase sempre as demais pessoas do
local são obrigadas a suportar o mau cheiro do tabaco que o acompanha.
Isto quando a fumaça não adentra ao recinto antecipadamente.

A situação acima demonstra claramente que o fumante se torna uma
espécie de cinzeiro ambulante. É impossível estar numa agremiação de
pessoas e não perceber quando um fumante está ao seu lado. Haja mau
cheiro.

E os casais que precisam suportar a fumaça e o contato físico do
parceiro? Namoros e casamentos já chegaram ao fim por causa deste
vício. Um amigo confidenciou-me que fazia um esforço hercúleo para
beijar a sua namorada após aquela fumadinha. Segundo ele, parecia que
estava sendo obrigado a lamber um cinzeiro.

Não pense os fumantes que balas, chicletes e perfumes escondem o
problema. Temporariamente isto pode ocorrer, mas no final, o que
prevalece, é o gosto e o cheiro do maldito cigarro.

Não invento esta realidade. Ela existe e a maioria das pessoas já
viveram tal situação.

Ideal seria que as pessoas parassem de fumar para salvar as suas
vidas. Todavia, se isto não for possível, que ao menos elas tenham
sensibilidade em perceber que o seu vício atinge também as suas
relações, sociais e afetivas. Parar de fumar pode salvar vidas,
amizades, casamentos, emprego, etc. Será queé necessário ainda  mais
motivos para dizer não ao cigarro?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Um conto de Natal

Por José Almir da Rosa

 Uma jovem por nome Maria Leopoldina, nome escolhido porque a mãe sonhava que a filha fosse, um dia, rainha de alguma coisa, moradora de uma comunidade carente, ficou grávida após um relacionamento rápido com um rapaz mais velho que era chamado pelo nome de Zezinho.
 Após saber da gravidez Zezinho, desempregado e semi-analfabeto resolveu não assumir a criança e sumir. Para isto contou com o apoio de sua família que não admitiria mais uma boca para sustentar.
 Ocorre que quando o pai da moça, que era chefe da máfia do morro onde viviam ficou sabendo da situação, mandou avisar ao rapaz que ele e toda a sua família estavam com os dias contados se não voltasse ou, ao menos, soltasse uma grana na mão do futuro avô que precisava renovar o seu estoque de munição. Além disto, se Zezinho insistisse em não aparecer, mandaria a filha para uma clínica de aborto porque não queria que ela ficasse "embuchada" na casa dele. Ah, quem pagaria a conta seria a família do futuro papai, pessoas muito simples que viviam de catar latinhas.
 Diante de tal ameaça e sabendo da fama do futuro sogro, o pobre homem não teve escolha e, após ter sonhado com toda aquela situação, voltou para a comunidade e levou Maria para morar com ele num outro morro que fora recém-invadido e ficava nas imediações. O barracão deles era metade de barro metade de restos de construções. Não tinha banheiro e as roupas eram lavadas numa bica que ficava numa pequena reserva de mata que tinha sobrado no lugar.
 Como ambos não tinham emprego, se tornaram "aviõezinhos" do tráfico e com este dinheiro foram se virando enquanto a barriga de Maria crescia dia após dia.
 Ela nunca fez pré-natal, mas sempre achava que o bebê seria um menino. Intuição de mãe mesmo. Até comentava que fazer como a sua mãe e dar um nome de rei para o bebê se fosse confirmado a sua suspeita.
 A menina tinha ficado grávida no mês de março, num feriadão de carnaval. Já com nove meses, numa noite chuvosa, ambos foram alertados que o morro do pai da moça tinha sido invadido por um grupo rival e que todos os moradores, principalmente aqueles ligados ao chefão, seriam mortos se continuassem ali. Maria e José fugiram às pressas e meio sem rumo foram para o centro da cidade.
 A cidade estava lotada por causa do final de ano e eles não encontraram lugar para pernoitar. Nem mesmo aqueles motéis baratos que cobram preço único por uma noite, quiseram receber o casal. Sem opção resolveram ir para debaixo de um viaduto.
 Lá havia alguns moradores de rua em volta de uma fogueira papeando e tomando cachaça para esquentar o corpo molhado com os respingos da chuva que caía intensamente. Era a forma que eles tinham para comemorar o Natal.
 Zezinho, barbudo e suando muito por causa da longa caminhada, perguntou aquelas pessoas se eles podiam passar a noite ali. Mostrou a mulher grávida e garantiu que eles eram do bem. Meio desconfiados, aceitaram o casal, porém, longe do fogo que era exclusivo daquele grupo que se diziam dono de toda aquela área embaixo viaduto.
 Um dos maltrapilhos, compadecido com a barriga grande de Maria, rasgou sua caixa de papelão e deu para ela a metade. Maria, extremamente cansada, agradeceu e foi se deitar.
 De madrugada, quando todos estavam bêbados e dormindo, Maria começou a gemer, pois tinha entrado em trabalho de parto. Um dos habitantes do local, assustado e ainda zonzo por causa da bebida, pegou o seu celular para chamar o Samu.
 Infelizmente a bateria do aparelho estava fraca e não conseguiu completar a ligação. Mesmo se tivesse conseguido não daria tempo, pois o bebê que realmente era um menino, apressado, nasceu. Naquele momento, fogos por toda a cidade iluminaram os céus, era meia noite e a cidade comemorava a chegada do menino Jesus: era Natal.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Movimento Sem Reclamações

  (resumo do livro Pare de reclamar e concentre se nas coisas boas – Will Boe)


Já pensou em ficar 21 dias sem reclamar,  criticar ou falar mal dos outros parece fácil, mas não é. Segundo o autor de Pare de reclamar ..., é algo extremamente árduo, mas que no fim desse período, as pessoas desenvolvem um novo hábito.

Ao se tornarem conscientes de suas palavras e se esforçarem para mudá-las, as pessoas modificarão sua forma de pensar e começarão a recriar suas histórias.

Lutar conscientemente para reformatar seu disco rígido mental não é uma coisa fácil, mas você pode começar agora e em pouco tempo é provável que tenha uma vida muito melhor. A idéia é simples. É preciso criar um sistema de monitoramento das reclamações, críticas e fofocas. Pode-se usar uma pulseira roxa do movimento Sem Reclamações ou algo parecido. O importante é que ao registrar a reclamação por meio da mudança do objeto, planta-se as sementes no fundo da sua mente, tornando-a consciente de seu comportamento. Você precisa fazer isso sempre que necessário.

Neste primeiro momento, relaxe ao pensamento. Estou me referindo apenas a reclamações, críticas e fofocas que verbalizamos. Mas logo descobrirá que mesmo a reclamação em pensamento vai desaparecer à medida que o processo avançar.

 A reclamação é uma epidemia no mundo de hoje, por isso não se espante quando descobrir que também se lamuria bem mais do que imaginava. Reclamar é se concentrar no que não queremos, é falar sobre o que está errado. E tudo aquilo em que concentramos nossa atenção se expande. Assim, para ajudar as pessoas a eliminar a reclamação de suas vidas, essas pulseiras serão um ótimo estímulo.

A ideia é nos conscientizarmos das ocasiões em que a reclamação acontece para, quem sabe, evitá-la da próxima vez que estiver prestes a ocorrer. Reclamar é falar de coisas que você não quer, em vez de falar daquilo que você quer. Quando nos queixamos, usamos palavras para nos concentrarmos no que não é como gostaríamos. Nossos pensamentos criam nossa vida, e nossas palavras revelam o que pensamos.

 Estamos, cada um de nós, criando nossa própria vida o tempo todo. O truque é pegar as rédeas e levar o cavalo na direção que queremos seguir, em vez de ir para onde não queremos. Sua vida é um filme escrito, dirigido, produzido e estrelado por – adivinhe? – VOCÊ. Todos nós criamos nossa própria vida.

Começamos a perceber que a vida, a sociedade, a política, a saúde, enfim, o estado do mundo é a materialização dos nossos pensamentos e das ações que eles produzem. Essa ideia não é nova – filósofos e professores repetem isso há milênios. Mas ela parece estar finalmente atingindo uma compreensão universal nos dias de hoje. "Vai! Como creste, assim te seja feito!" JESUS, MATEUS, 8:13

BUDA dizia "Mude seus pensamentos e você mudará seu mundo." NORMAN VINCENT PEALE "Você está hoje onde seus pensamentos o trouxeram e estará amanhã onde seus pensamentos o levarem." JAMES ALLEN "Nós nos tornamos aquilo em que pensamos." EARL NIGHTINGALE "O mais alto estágio da cultura moral é quando reconhecemos que precisamos controlar nossos pensamentos." CHARLES DARWIN "Por que somos os mestres de nosso destino, os capitães de nossa alma? Porque podemos controlar nossos pensamentos." ALFRED A. M ONTAPERT Nossas palavras revelam o que pensamos, e nossos pensamentos criam nossa vida. As pessoas oscilam entre ondas positivas e negativas. Na minha experiência, nunca conheci ninguém que assumisse ser negativo. As pessoas realmente não percebem quando seus pensamentos estão sendo mais destrutivos do que construtivos. As suas palavras podem transmitir isso aos outros, mas elas próprias não conseguem escutar. Essas pessoas podem reclamar sem parar – eu fui uma delas –, mas a maioria, eu inclusive, se considera positiva, animada, otimista e motivada. É vital controlar nossa mente se quisermos recriar nossa vida.

Quando prestamos atenção em nossos pensamentos, podemos mudar e remodelar nossa vida da forma que escolhermos.

Um fato que importante de se notar é que a gente tem mais facilidade de falar mal de alguém ou reclamar quando está com determinadas pessoas, e menos com outras. Com tristeza, percebi que minhas relações com alguns indivíduos que eu considerava bons amigos eram pautadas pela expressão de nossa insatisfação sobre qualquer assunto do qual falávamos.

 Há duas coisas sobre as quais a maioria das pessoas concorda: 1. Há reclamação demais neste mundo. 2. O mundo não é do jeito que gostaríamos que fosse. Na minha opinião, existe uma correlação entre essas duas percepções. Nós nos concentramos no que está errado, em vez de dar atenção à nossa visão sobre o que é um mundo feliz, saudável e harmonioso.

Agora você também faz parte disso.Você pode transformar o mundo simplesmente se tornando um exemplo de mudança positiva. Pode ajudar a criar um Mundo Sem Reclamações. Faça isso em nome daqueles que estão à sua volta, mas principalmente faça isso por você mesmo. Enquanto se torna mais feliz, você também estará contribuindo para aumentar o nível de felicidade no planeta. Enviará vibrações de otimismo e esperança que ressoarão junto a outras pessoas com o mesmo intuito.

Para se tornar uma pessoa Sem Reclamações, você começa sob a bênção da ignorância, atravessa a turbulência da transformação e chega a uma bênção verdadeira. Neste exato momento, você se encontra no estágio de Incompetência Inconsciente.

Não tem consciência de ser incompetente. Não percebe o quanto reclama. Incompetência Inconsciente é tanto um modo de vida quanto um primeiro passo para a aquisição de uma nova competência. É onde todos nós começamos. Nessa fase, você é puro potencial, está pronto para criar grandes coisas para si mesmo.Há novos e animadores pontos de vista a explorar. Tudo o que precisa é ter vontade de dar os próximos passos.

Muita gente parece viver à procura de motivos para se queixar. Se você reclamar, vai ter sempre mais do que reclamar. É a Lei da Atração em funcionamento. Quando você completar todas essas etapas, sua vida vai mudar para melhor. Uma pergunta que as pessoas costumam fazer: "Mas eu nunca mais poderei reclamar? Nunca?" E a resposta é:"Claro que poderá." Escrevo isso por duas razões: 1. Não tenho o direito de sair por aí dizendo o que você ou qualquer outra pessoa devem fazer. Se eu agisse assim, estaria tentando mudar você, ou seja, estaria me concentrando em alguma coisa de que não gosto em você. Estaria exprimindo descontentamento e, por tabela, fazendo uma reclamação. Portanto, você pode fazer o que quiser. É uma escolha sua. 2. Algumas vezes faz sentido reclamar. Antes que você ache que o argumento número 2 é uma ótima saída, preste atenção nas palavras "algumas vezes" e lembre-se de que muitas pessoas já passaram três semanas seguidas – ou seja, 21 dias consecutivos, totalizando 504 horas– sem reclamar de nada.

Quando se trata de reclamação,"algumas vezes" significa "quase nunca". A queixa deve acontecer raramente; críticas e fofocas, nunca. Se formos honestos com nós mesmos, os acontecimentos da vida que provocam reclamação legítima (a expressão do pesar, da dor ou do descontentamento) serão extremamente raros. A maior parte das reclamações que fazemos é apenas "poluição sonora", prejudicial à nossa felicidade e bem-estar.

O escritor Eckhart Tolle aborda a questão com uma óptica interessante no que se refere à diferença entre informar e relatar algo que não está certo do processo de reclamação presente na nossa vida. Nos primeiros a pessoa não sofre a interferência do ego, não se atem aos fatos que por si só são neutros. Age imparcialmente. Já na reclamação há sempre alteração física, na voz e mesmo emocional. O reclamador torna-se parte do fato ocorrido, é parcial naquilo que fala e produz uma vibração negativa no ato de reclamar.

Preste atenção no que você faz.Você se queixa com frequência? Quanto tempo já se passou desde sua última reclamação? Um mês ou mais? Se você reclama mais do que uma vez por mês, pode estar fazendo da lamúria um modo de vida. Para ser uma pessoa feliz que dominou seus pensamentos e começou a criar sua vida de acordo com os próprios projetos,você precisa estabelecer um patamar bem alto do que o faz sentir necessidade de exprimir pesar, dor ou descontentamento.

Muitas vezes as pessoas nos ferem com suas palavras, isto, quase sempre, gera o desejo enorme de nos revidar. Penso que "Aqueles que ferem estão feridos."

Ao pensar mais sobre o assunto, comecei a entender que alguém que consegue ferir com tanta facilidade uma pessoa ou mesmo uma família só pode ter tido seu coração partido muitas e muitas vezes.

Não devíamos reclamar, mas ainda assim o fazemos. Na maioria das vezes as coisas não são tão terríveis a ponto de justificar pesar, dor ou descontentamento. Mesmo assim, a reclamação virou rotina.

Ignorância é uma bênção. Antes de começar a caminhada para se tornar uma pessoa Sem Reclamações, você será abençoado por não saber quanto se queixava e que conseqüências danosas isso trazia para a sua vida. Para muitos de nós, reclamar do tempo, do cônjuge, do trabalho, da forma física, dos amigos, da economia, dos outros motoristas, do país, ou seja lá do que for é algo que fazemos dúzias de vezes a cada dia. Entretanto, poucos percebem a frequência dessas reclamações. As palavras saem de nossa boca para que nossos ouvidos as escutem. Mas, por alguma razão, elas não são registradas como queixas. Percebemos quando os outros reclamam, mas não notamos quando nós nos queixamos.

A partir de agora, sempre que estiver tentado a reclamar, pergunte a si mesmo se o que está acontecendo é mesmo tão ruim. Então, procure manter sua promessa de não reclamar. Todos aqueles que concluíram o período de 21 dias sem reclamações me disseram que não foi fácil, mas que o esforço compensou. Se você acha difícil parar de reclamar (monitorando e transformando suas palavras), isso não significa que não possa fazê-lo ou que haja algo errado com você. M. H. Alderson diz: "Se a princípio você não for bem-sucedido, estará dentro da média." Se você reclama, está fazendo exatamente o que todo mundo faz. Agora que tem consciência disso, pode começar a mudar. Você consegue.  A chave é não desistir.

 A boa notícia é que, mesmo antes de completar os 21 dias consecutivos sem reclamar, você perceberá que seu foco interior está mudando e que você tem se sentido mais feliz. Um dia de cada vez.Você pode fazer isso. Ao começar essa transformação, considere-se afortunado porque, apesar dos meus avisos sobre a dificuldade à sua frente, você conta com uma vantagem psicológica. Trata-se do efeito Dunning-Kruger cientista da Universidade Cornell, onde estudavam o comportamento de pessoas que aprendiam novas habilidades. Ele afirmava que "a ignorância, mais do que o conhecimento, gera confiança". Em outras palavras, como você não tem noção de que vai experimentar algo difícil, decide tentar. Você pensa: "Vai ser fácil", e encara o desafio.

 Existe uma velha anedota sobre dois operários de uma construção que sempre almoçam juntos. Um deles abre a marmita e reclama: "Droga! Sanduíche de carne... Detesto sanduíche de carne." O amigo não diz nada. No dia seguinte, os dois voltam a se encontrar na hora do almoço. Mais uma vez, o primeiro operário abre a marmita e se queixa: "Outro sanduíche de carne? Estou cansado de sanduíche de carne. Detesto sanduíche de carne." Como na primeira vez, o segundo operário permanece em silêncio. No terceiro dia, os dois estão se preparando mais uma vez para almoçar quando o primeiro exclama: "Chega! Todo dia é a mesma coisa! Quero alguma coisa diferente!"  Tentando ajudar, o amigo pergunta:"Por que você não pede à sua mulher que prepare alguma coisa diferente?" Com ar de confusão no rosto, o primeiro pergunta: "Do que você está falando? Sou eu mesmo que preparo o meu almoço."

 Cansado de sanduíche de carne? É você quem prepara o almoço todo santo dia. Mude o que anda dizendo. Pare de reclamar. Mude as palavras, mude os pensamentos e estará mudando sua vida. Ao dizer "Procura e encontrarás", Jesus estava formulando um princípio universal. O que você procurar, vai encontrar. Quando reclama, você emprega o incrível poder da sua mente para procurar coisas que não quer e acaba as atraindo. Então passa a se queixar desses novos problemas e atrai mais do que não quer, ficando preso num círculo vicioso – uma profecia auto-realizável de reclamação: manifestação, reclamação, manifestação, reclamação, num ciclo que nunca tem fim.

 O universo não liga se você usar o poder dos pensamentos que impregnam suas palavras para atrair amor, saúde, felicidade, abundância e paz – ou para atrair dor, sofrimento, miséria, solidão e pobreza. Nossos pensamentos criam nosso mundo, e nossas palavras revelam o que pensamos. Ao controlar as palavras, eliminando a reclamação, damos um objetivo à nossa vida e atraímos o que desejamos. Então, pare de reclamar e tenha uma nova vida.

(Baseado no livro Pare de Reclamar citado acima)


--
 Abraços!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Sobre jogos de futebol

por José Almir da Rosa

"Quase não vejo futebol. Sei lá, temo que por detrás daquilo que vemos em campo tem muito mais coisas que o nosso vão pensamento consegue assimilar. Hoje abri uma exceção e fui um  clássico: Cruzeiro e Atlético. A primeira coisa que me chamou a atenção foi as camisas dos dois times. O patrocinador é o mesmo. Patrocinador para mim é quem manda, a pessoa que paga pelo espetáculo. Se eu fosse dono desta empresa, jamais permitira que um dos meus patrocinados prejudicasse o outro. É muito dinheiro investido e o show tem que continuar. Será que é uma visão deturbada por mim?
Na dúvida vou continuar evitando participar deste espetáculo. Não quero correr o risco de ser o palhaço da história..." Ah, não queira saber saber o resultado deste circo.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Um conto de Natal

Por José Almir da Rosa

 

 Uma jovem por nome Maria Leopoldina, nome escolhido porque a mãe sonhava que a filha fosse, um dia, rainha de alguma coisa, moradora de uma comunidade carente, ficou grávida após um relacionamento rápido com um rapaz mais velho que era chamado pelo nome de Zezinho.

 

Após saber da gravidez Zezinho, desempregado e semi-analfabeto resolveu não assumir a criança e sumir. Para isto contou com o apoio de sua família que não admitiria mais uma boca para sustentar.

 

Ocorre que quando o pai da moça, que era chefe da máfia do morro onde viviam ficou sabendo da situação, mandou avisar ao rapaz que ele e toda a sua família estavam com os dias contados se não voltasse ou, ao menos, soltasse uma grana na mão do futuro avô que precisava renovar o seu estoque de munição. Além disto, se Zezinho insistisse em não aparecer, mandaria a filha para uma clínica de aborto porque não queria que ela ficasse "embuchada" na casa dele. Ah, quem pagaria a conta seria a família do futuro papai, pessoas muito simples que viviam de catar latinhas.

 

Diante de tal ameaça e sabendo da fama do futuro sogro, o pobre homem não teve escolha e, após ter sonhado com toda aquela situação, voltou para a comunidade e levou Maria para morar com ele num outro morro que fora recém-invadido e ficava nas imediações. O barracão deles era metade de barro metade de restos de construções. Não tinha banheiro e as roupas eram lavadas numa bica que ficava numa pequena reserva de mata que tinha sobrado no lugar.

 

Como ambos não tinham emprego, se tornaram "aviõezinhos" do tráfico e com este dinheiro foram se virando enquanto a barriga de Maria crescia dia após dia.

 

Ela nunca fez pré-natal, mas sempre achava que o bebê seria um menino. Intuição de mãe mesmo. Até comentava que fazer como a sua mãe e dar um nome de rei para o bebê se fosse confirmado a sua suspeita.

 

A menina tinha ficado grávida no mês de março, num feriadão de carnaval. Já com nove meses, numa noite chuvosa, ambos foram alertados que o morro do pai da moça tinha sido invadido por um grupo rival e que todos os moradores, principalmente aqueles ligados ao chefão, seriam mortos se continuassem ali. Maria e José fugiram às pressas e meio sem rumo foram para o centro da cidade.

 

A cidade estava lotada por causa do final de ano e eles não encontraram lugar para pernoitar. Nem mesmo aqueles motéis baratos que cobram preço único por uma noite, quiseram receber o casal. Sem opção resolveram ir para debaixo de um viaduto.

 

Lá havia alguns moradores de rua em volta de uma fogueira papeando e tomando cachaça para esquentar o corpo molhado com os respingos da chuva que caía intensamente. Era a forma que eles tinham para comemorar o Natal.

 

 

Zezinho, barbudo e suando muito por causa da longa caminhada, perguntou aquelas pessoas se eles podiam passar a noite ali. Mostrou a mulher grávida e garantiu que eles eram do bem. Meio desconfiados, aceitaram o casal, porém, longe do fogo que era exclusivo daquele grupo que se diziam dono de toda aquela área embaixo viaduto.

 

Um dos maltrapilhos, compadecido com a barriga grande de Maria, rasgou sua caixa de papelão e deu para ela a metade. Maria, extremamente cansada, agradeceu e foi se deitar.

 

De madrugada, quando todos estavam bêbados e dormindo, Maria começou a gemer, pois tinha entrado em trabalho de parto. Um dos habitantes do local, assustado e ainda zonzo por causa da bebida, pegou o seu celular para chamar o Samu.

 

Infelizmente a bateria do aparelho estava fraca e não conseguiu completar a ligação. Mesmo se tivesse conseguido não daria tempo, pois o bebê que realmente era um menino, apressado, nasceu. Naquele momento, fogos por toda a cidade iluminaram os céus, era meia noite e a cidade comemorava a chegada do menino Jesus: era Natal.

 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

ajuda, vai?

Olá!
Segue (em anexo) um pedido especial do pessoal da Toca de Assis. Para que se recorde são aquelas pessoas vestidas como são Francisco que cuidam dos maltrapilhos que vivem pelas calçadas. Acho que merecem nossa ajuda e mesmo a nossa divulgação. Conto com você para isto!
Estarei juntando materiais e dinheiro para repassar a eles, caso deseje, poderá fazer o mesmo ou repassar a sua ajuda para mim. Lembre-se que fazer o bem sem olhar a quem é um dádiva dos corações bons que tem um olhar carinhoso de Deus. Conto com você nesta empreitada.

Abraços fraternos do Zé

9164-9755


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A dança

por: Dom Helder Câmara


Amas a dança, Senhor Deus! Tu mesmo conduzes o ballet das estrelas e a dança dos ventos e das nuvens.


Dançam sob teu olhar complacente as ondas do mar, as aves, no azul do céu, as árvores, que parecem imóveis e são exímias bailarinas.


Dançam na mais bela de suas preces os teus anjos. És todo harmonia e ritmo! Tu mesmo danças, Senhor!


É ou não verdade que somente Deus pode conduzir o ballet dos astros pelas alturas, e a dança dos ventos e das nuvens? São milhões, bilhões de mundos, diante dos quais a Terra fica pequenina, pequenina...


E quem, senão Deus, saberia lidar com as nuvens e os ventos, que parecem tão independentes e tão difíceis de controlar?


Há ou não uma dança autêntica no ir e vir das ondas do mar?... Dançam ou não as aves em pleno azul do céu? Como podem os urubus, tão pouco dotados de beleza, desenvolver volteios tão belos que nos fazem esquecer os poucos dotes físicos deles? Quem não descobriu ainda que as árvores, que parecem profundamente presas ao chão, dançam e como dançam, através dos seus galhos, e com a participação de suas folhas, flores e às vezes frutas?... Quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir percebe que o Criador e Pai imprime ritmo em tudo e em todos:


- quando marchamos descuidadamente há um ritmo natural em nosso braço e no movimento de nossas mãos...


- até quando uma folha se desprende de uma árvore, ela não cai de um modo qualquer... Ela, apesar de aparentemente morta, ainda guarda um resto de ritmo e vem para o chão dançando. Se o Criador e Pai ama de tal modo o ritmo, a harmonia, longe de ser uma ofensa é homenagem carinhosa – e provavelmente uma verdade perfeita – concluir: "Tu mesmo danças, Senhor!"
                                                                     

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Procura-se

por:  José Almir da Rosa


Estou à procura de uma criança. Faz muito tempo que ela foi vista pela última vez. Talvez 10, 15, 20 ou mais anos. Não importa, estou disposto a encontrá-la de novo.

As características de tal criança é que ela gostava muito de pular, rir e brincar com seus brinquedos feitos de latinha, sabugos ou pedaços de madeira. Tal criança exultava-se de alegria quando ganhava brinquedos novos, isto independentemente do valor de tal produto. Pirulito, balas, bombons, eram algo muito especiais.

Passear na praça, brincar de roda, fazer piquenique, mesmo que fosse no fundo do quintal, era motivo de extrema alegria. Caverna com cobertores, lençol embaixo da mesa e brincar com restos de massas de mão, de tão delicioso que era, fazia que a mesma se cansasse e acabasse dormindo. Não raro ela era acordada neste universo infantil com o rosto cheio de trigo e com um olhar de inocência que cativava qualquer um que estivesse ao seu lado. Outro prazer desta criança era brincar com água, chuvas e poças de água. Quanta leveza isto causava para aquele pequeno ser. A festa só acabava quando um adulto lhe repreendia.

Esta criança também se emocionava quando ouvia histórias que a vovó contava; quando via um inseto pisado por um desavisado ou mesmo um passarinho que tivesse caído do ninho. Lágrimas também caíam dos seus olhinhos infantis quando seu papai chegava ou ia para o trabalho. Isto acontecia ainda quando era levada à escola nos primeiros dias do ano letivo e depois se repetia quando a professora lhe chamava a atenção.

Férias escolares eram algo muito especial para esta criança. Promessa de muita diversão. A única tristeza era ter que ficar longe das pessoas mais especiais do seu mundo infantil, os coleguinhas de classe.

Por onde anda tal criança? Quem souber do seu paradeiro, avise-me o mais depressa possível. Acredito que ainda seja possível encontrá-la.

Resgatando-a certamente virá junta com ela aquela alegria da infância peculiar da alma, sem disfarces e convenções sociais.

A idade dela atualmente já deve ser outra. Pouco importa. O que desejo é resgatar aquela alma infantil, ser feliz novamente, dar gargalhadas, olhar o mundo com aquele olhar pueril e ter a capacidade de admirar-se com o novo, de novo.

Há fortes indícios que esta criança encontra-se aprisionada dentro de um coração adulto. Se isto for verdade liberte-a o mais rapidamente possível.

Deixe que esta criança que está escondida dentro de você saia, brinque e sonhe...

Isto não paga impostos, não gera contravenção e fará um bem enorme para quem a libertar e para todos aqueles que passarem a conviver novamente com ela.

Aja desta forma e um mundo encantado se abrirá a sua volta. Não deixe isto para amanhã, liberte sua criança interior e seja muito mais feliz.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O Sucesso consiste em não fazer Inimigos

 

Por: Max Gehringer

 

Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras:


Regra número 1:


Colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: Se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1999 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2009.


Regra número 2:


A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.

Regra número 3:


Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. Mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.

Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. Mas não é! A 'Lei da Perversidade Profissional' diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais possa ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos. 

Muito cuidado ao tentar prejudicar um colega de trabalho; Amanhã ou depois você pode depender dele para alguma coisa!


Portanto, profissionalmente falando, e "pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que têm boa memória.

"Na natureza não existem recompensas nem castigos. Existem conseqüências."


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Novo olhar sobre o mundo

por: José Almir da Rosa

Ainda no tempo da faculdade, numa aula de comunicação visual, recebi uma lição que procuro sempre aplicar no meu dia-a-dia.

Trata-se de do hábito de policiar o olhar. Na prática o meu professor insistia para que a gente fizesse o mesmo caminho da casa para a escola, porém sempre com um novo olhar. Parece algo bobo; todavia, se o exercício for feito, podemos perceber o quanto as coisas se renovam a nossa volta. Infelizmente, devido a nossa correria e muitas vezes influenciados pelo meio em que vivemos, passamos despercebidos diante do novo e transformamos a vida numa mesmice que quase sempre nos torna menos otimistas diante dela.

Ainda neste exercício, é importante também que a gente escolha aquilo que deseja olhar. Ou escolhemos olhar para a pétala que cai da rosa ou para o botão que está prestes a desabrochar.

Não se trata aqui de sugerir que sejam abandonadas as coisas supostamente ruins para ficarmos somente com as boas, mas policiarmos para ver que a vida, independentemente do rumo que ela esteja seguindo, é pautada mais por coisas positivas do que negativas e, principalmente, que até mesmo aquilo que sob nosso ponto de vista parece ser negativo, para o Universo tem a sua razão de existir e de agir daquela forma. Lembra da nossa pétala? Após embelezar o jardim ela se tornará adubo para os próximos botões.

Na teoria parece ser muito fácil; na prática não é. Contra nós existem muitas coisas que nos tornam mais céticos diante das coisas. Para mudar nosso olhar precisamos também perceber como estamos "alimentando" a nossa consciência.

Penso que o primeiro passo é ter uma espiritualidade. Acreditar que além da nossa existência há uma força motriz que governa o Universo. Gosto muito de uma frase destas que recebemos por e-mail que diz que "a vontade de Deus nunca irá levá-los onde a graça Dele não possa protegê-lo". Trocando em miúdos temos que lembrar que não somos coisas soltas neste mundo. Há algo superior que desejou que estivéssemos aqui.

Outra ação importante que devemos adotar é conseguir filtrar aquilo que é enviado para o nosso inconsciente. Faça um exercício de assistir, criticamente, um telejornal. Avalie o quanto de informações negativas e positivas é apresentado em tal apresentação. Surpreenda-se com o resultado e comece a entender porque muitas vezes vemos o mundo com um olhar nada positivo. Somos influenciados.

Se não há filtro no processo de entrada, pode ser que não haja também no processo de saída, ou seja, podemos influenciar. Por isto é importante que a gente procure sempre medir as nossas palavras. Para evitar que sejamos destrutivos com as nossas palavras temos sempre que ficar atentos com aquilo que falamos. Palavras podem construir e destruir.

Resumindo sugiro que mude seu olhar, acredite em um Ser superior, filtre aquilo que atinge a sua alma e policie o que diz. Tais medidas lhe trarão um conforto para o espírito, fará um bem a sua vida e o Universo repercutirá em seu favor. Seja feliz!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A morte da amizade real

por: José Almir da Rosa

 
É com profundo pesar que noticio o falecimento das amizades reais. De agora em diante
quem persistir em cultivar este sentimento deverá usar como alternativa os contatos
virtuais. Mensagem só de 160 caracteres conforme estabelece o twitter. Alternativas
similares podem ser usadas no orkut, facebook ou nas outras ferramentas de redes
sociais que de agora em diante se estabeleceram como órgãos oficiais de comunicação.
Exceções devem ser enviadas por e-mail sempre tendo o cuidado de escrever pouco sob
pena de não ter o seu texto lido. Palavras bonitas, reflexões e outras mensagens devem
ser encaminhadas dando preferência ao powerpoint.
Caso sinta a vontade de desabafar com mais caracteres do que é permitido, crie um blog
ou mesmo um site. Neles é possível se comunicar com milhões de "ninguém".
Caso haja necessidade de contato mais pessoal utilize uma mensagem de telefone ou,
em caso excepcional, ligue. Neste último caso procure tomar o cuidado de não estender
a conversa porque isto tem custo e ainda por cima quebra os padrões ora estabelecidos
pela sociedade. Como dica de diálogo use "oi, tudo bem, tchau!"
Ainda neste contexto, caso uma das partes tenha interesse em visualizar a outra, utilizar
uma webcam e o messenger. Recomenda-se que o interlocutor dialogue virtualmente
com pelo menos dez pessoas ao mesmo tempo, pois, desta forma, aproveitará melhor
o tempo. Lembre-se que neste caso existe uma fórmula própria de comunicação. É
necessário reduzir ao máximo as palavras, "blz?". Independentemente da forma de
amizade que tenha estabelecido, procure utilizar o menor tempo possível para cultivá-la.
Qualquer coisa acima de 10 minutos pode ser prejudicial e afetar a sua agenda social. O
ideal para que tal amizade se mantenha "viva" é postar, em média, de dois a três scraps
semanais no orkut ou no facebook de forma que os outros amigos virtuais percebam que
está dentro dos padrões sociais.
Agindo desta forma terá condições de aumentar dia após dia o seu número de contatos
virtuais, podendo, inclusive, ser seguido por mais de mil pessoas conforme possibilita
o Twitter. Cultive tal número também nas redes sociais. Isto conta ponto a favor do
usuário que sempre deve priorizar por criar um nick simples e de fácil assimilação. Por
fim, como exercício diário, evite ir ao encontro das pessoas. Exceções somente para
o trabalho e escola. Utilize o tempo livre para atualizar as suas redes sociais e, claro,
continuar ampliando a sua lista de amigos virtuais.



--
 Abraços!

Língua ferina

por: Professor Marcos Faiock Bomfim

Já está provado que nossas palavras têm mesmo muito poder, e quanto mais íntimo for o relacionamento entre duas pessoas, maior será esse poder. O vínculo emocional faz com que seja muito difícil para alguém desprezar os insultos de um amigo, cônjuge, pai, mãe, filho, ou patrão. A verdade é que nem todos têm esse poder sobre nós. Ninguém se ofende, por exemplo, com os latidos irados de um cachorro, os xingamentos de um bêbado ou de um louco da esquina, mas se magoa com frases impensadas ditas por pessoas do circulo mais íntimo. 

Se, por um lado, nem sempre podemos escolher aquilo que vamos ouvir da boca de outros, por outro, temos uma tremenda responsabilidade diante de Deus em relação àquilo que sai de nossa própria boca. Cristo disse que "de toda a palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo". E acrescenta: "Por tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado" (Mt 12:36, 37). E por que Deus considera esse assunto com tanta seriedade? Porque através de nossas palavras podemos transmitir ideias que serão como que materializadas na mente de quem as escuta. É um processo físico mesmo.

As ideias sempre precedem as palavras. E uma ideia é sempre um caminho percorrido por um impulso elétrico, que passa por uma sequência de neurônios, através das sinapses. Hoje se pode determinar inclusive que região do cérebro está sendo afetada por determinada ideia. E ideias diferentes percorrem caminhos diferentes. Numa linguagem muito simplificada, poderíamos dizer que cada vez que uma mesma ideia percorre seu caminho, faz com que haja um aumento de calibre desse caminho, facilitando o trânsito.

As ideias - que são reações químicas que ocorrem fisicamente no cérebro de quem as concebe -, por incrível que pareça, podem ser transferidas, através da fala e da audição, para o cérebro de quem as ouve. E sempre que uma ideia passa pelo cérebro de alguém, ela o altera quimicamente, de maneira definitiva. Nunca mais esse cérebro será o mesmo. Por meio dos processos de memória, a informação fica lá, gravada, e não pode jamais ser tirada dali. Outra ideia poderá um dia até se tornar mais forte do que a primeira, mas uma informação, uma vez colocada para dentro do cérebro, sempre estará lá, de alguma forma influenciando as ações, decisões e reações da pessoa.

No livro Mente, Caráter e Personalidade, Ellen G. White diz inclusive que ao darmos expressão a ideias de desânimo, frustração ou raiva, por exemplo, essas palavras ouvidas pela própria pessoa que as disse atuam de forma reversa, aumentando o sentimento que lhes deu origem.

Como "água mole em pedra dura, [que] tanto bate até que fura", ideias repetidas podem, de certo modo, "furar" um cérebro, ou derrubar suas barreiras. Um exemplo extremo desse conceito é a utilização de técnicas de lavagem cerebral que, através da repetição e da sutileza, utilizando recursos subliminares ou não, procuram fazer com que pessoas pensem e ajam de acordo com padrões pré-determinados.

É nesse sentido que nossas palavras também têm o poder de criar ou destruir, e podemos por meio delas escolher participar, ou com o Criador no processo de construir, ajudar animar, melhorar a outros, ou ao contrário, humilhando, derrubando, piorando, destruindo e criticando. E, nesse caso, a sinceridade pode até ser utilizada como desculpa para aplacar a consciência de quem arrebenta com a vida dos outros com suas palavras.

Sinceridade não é simplesmente falar tudo o que se pensa, de qualquer jeito, mas também é pensar tudo o que se fala. Quem fala tudo o que quer, do jeito que quiser, vai acabar colhendo da vida o que não quer. Um velho ditado dizia mesmo que "uma língua ferina e um cérebro obtuso, normalmente se encontram na mesma cabeça"!

Outra virtude invocada por esses destruidores da vida dos outros, além da sinceridade, é a veracidade. Essas pessoas imaginam estar certas porque pensam que estão dizendo a verdade a respeito de outra pessoa. Mas a verdade é apenas uma das peneiras que deveriam servir de critério para escolhermos o que dizer ou não a respeito dos outros. O fato de que algo seja verdade não é suficiente para que deva ser dito. Para que um juízo ou uma ideia sobre alguém saia de nossa boca, além de verdadeira, deveria ser também bondosa, e necessária. Se uma ideia não for, digamos, "do bem", ou se não for necessária, jamais deveria baixar do cérebro para a língua, ainda que fosse verdadeira.

Tanto a verdade como a sinceridade são virtudes imperfeitas, quando estão sozinhas. Elas precisam da bondade, da santidade, da cortesia e do amor para se tornarem completas.

É por isso que Paulo afirma na carta aos Efésios (4:29): "Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e assim transmita graça aos que ouvem."

Pense nisto e comece a controlar a sua língua.

 



--
 Abraços!

A vida sem amor

(autor desconhecido)

A inteligência sem amor te faz perverso.

A justiça sem amor te faz implacável.
A diplomacia sem amor te faz hipócrita.
O êxito sem amor te faz arrogante.

A riqueza sem amor te faz avarento.

A docilidade sem amor te faz servil.

A pobreza sem amor te faz orgulhoso.

A beleza sem amor te faz ridículo.

A autoridade sem amor te faz tirano.

O trabalho sem amor te faz escravo.

A simplicidade sem amor te deprecia.

A oração sem amor te faz introvertido.

A lei sem amor te escraviza.

A política sem amor te deixa egoísta.

A fé sem amor te deixa fanático.

A cruz sem amor se converte em tortura.

A vida sem amor... não tem sentido!



terça-feira, 21 de junho de 2011

Discurso e prática da Igreja Católica

por: José Almir da Rosa, jornalista e ex-religioso


As vezes até acredito que se trata de uma brincadeira a postura da Igreja Católica em relação a temas tão controversos como o uso da camisinha, tão criticado pela entidade e amplamente utilizado pelos seguidores. A questão do casal divorciado frequentar as missas já deixado no ostracismo pelos padres e agora a união homo afetiva decidido pelo Supremo Tribunal Federal.
neste último caso, tão comentado nos corredores sagrados, a Igreja esqeuceu de interpretar a decisão dos ministros que fizeram questão de frisar que, não se trata de doutrina, mas sim de dignidade humana, questão amplamente difundida pela Igreja e pelo próprio Cristo.
Parece-me que o que está por trás de todo este discurso eclesial é a insegurança de não saber como lidar com esta situação, com o novo. Infelizmente, toda vez que isto aconteceu na Igreja, inocentes foram lançados as chamas em nome do zelo pela fé.
Pela decisão do STF, duas pessoas que se amam e tem uma vida em comum têm direito iguais a todos que vivem nestas condições. Na prática os casais homossexuais passam a ter direitos, como herança, inscrição do parceiro na Previdência Social e em planos de saúde, impenhorabilidade da residência do casal, pensão alimentícia entre outras. O que há de mal em tudo isto? O fato de os homossexuais adquirirem estes direitos lesará o direito dos demais? Não.
Se a preocupação da Igreja se baseia no conceito de família, ela deveria começar por rever a forma que os seus representantes vivem. O celibato dos padres e freiras pode ser, sob mesmo ângulo de visão, uma afronta ao núcleo famíliar.
Homens e mulheres, para viver a sua vocação, são obrigados a abrir mão do casamento e dos filhos. A respeito disto a igreja sequer admite dialogar.
Outra incoerência absurda, facilmente comprovada por quem vive ou viveu neste meio é que dentro dos muros da Igreja há um grande número de integrantes homossexuais. Porque será que Igreja se cala para tal realidade?
Apesar do posicionamento oficial da Igreja Católica, nem tudo está perdido. A outra Igreja, ou seja, o povo de Deus e suas pastorais têm adotado um discurso mais tolerante e de aceitação do homossexual.
No discurso pastoral há um Deus que ama a todos e os aceitam como são. Neste discurso é posto em prática os ensinamentos do Mestre Jesus que calou a todos os hipócritas quando disse que "aquele que não tem pecado que atire a primeira pedra". Resta nos acreditar que os representantes oficiais da Igreja "não sabem o que fazem", o será que sabem e por isto mesmo continua fazendo?

--

sábado, 18 de junho de 2011

O fim da amizade real

por José Almir Rosa

É com profundo pesar que noticio o falecimento das amizades reais. De agora em diante
quem persistir em cultivar este sentimento deverá usar como alternativa os contatos
virtuais. Mensagem só de 160 caracteres conforme estabelece o twitter. Alternativas
similares podem ser usadas no orkut, facebook ou nas outras ferramentas de redes
sociais que de agora em diante se estabeleceram como órgãos oficiais de comunicação.
Exceções devem ser enviadas por e-mail sempre tendo o cuidado de escrever pouco sob
pena de não ter o seu texto lido. Palavras bonitas, reflexões e outras mensagens devem
ser encaminhadas dando preferência ao powerpoint.
Caso sinta a vontade de desabafar com mais caracteres do que é permitido, crie um blog
ou mesmo um site. Neles é possível se comunicar com milhões de "ninguém".
Caso haja necessidade de contato mais pessoal utilize uma mensagem de telefone ou,
em caso excepcional, ligue. Neste último caso procure tomar o cuidado de não estender
a conversa porque isto tem custo e ainda por cima quebra os padrões ora estabelecidos
pela sociedade. Como dica de diálogo use "oi, tudo bem, tchau!"
Ainda neste contexto, caso uma das partes tenha interesse em visualizar a outra, utilizar
uma webcam e o messenger. Recomenda-se que o interlocutor dialogue virtualmente
com pelo menos dez pessoas ao mesmo tempo, pois, desta forma, aproveitará melhor
o tempo. Lembre-se que neste caso existe uma fórmula própria de comunicação. É
necessário reduzir ao máximo as palavras, "blz?". Independentemente da forma de
amizade que tenha estabelecido, procure utilizar o menor tempo possível para cultivá-la.
Qualquer coisa acima de 10 minutos pode ser prejudicial e afetar a sua agenda social. O
ideal para que tal amizade se mantenha "viva" é postar, em média, de dois a três scraps
semanais no orkut ou no facebook de forma que os outros amigos virtuais percebam que
está dentro dos padrões sociais.
Agindo desta forma terá condições de aumentar dia após dia o seu número de contatos
virtuais, podendo, inclusive, ser seguido por mais de mil pessoas conforme possibilita
o Twitter. Cultive tal número também nas redes sociais. Isto conta ponto a favor do
usuário que sempre deve priorizar por criar um nick simples e de fácil assimilação. Por
fim, como exercício diário, evite ir ao encontro das pessoas. Exceções somente para
o trabalho e escola. Utilize o tempo livre para atualizar as suas redes sociais e, claro,
continuar ampliando a sua lista de amigos virtuais.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Pai começa o começo

(autor desconhecido)

Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: - "pai, começa o começo!". O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.
Não sou mais criança e meu pai já não está mais comigo. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, "começar o começo" de tantas cascas duras que encontro pelo caminho. Hoje, minhas "tangerinas" são outras. Preciso "descascar" as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.
Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis.
Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para "começar o começo" era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta. O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.
Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:

"Pai, começa o começo!". Ele não só "começará o começo", mas resolverá toda a situação para você.
Não sei que tipo de dificuldade eu e você estamos enfrentando ou encontraremos pela frente neste ano. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: "Pai, começa o começo!".

terça-feira, 7 de junho de 2011

O sábio e o escorpião

(autor desconhecido)


"Um sábio do Oriente viu quando um escorpião estava se afogando e decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião o picou.
Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e estava se afogando de novo. O sábio tentou tirá-lo de novo, e novamente o animal o picou. Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:
- Desculpe-me, mas você é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?
O sábio respondeu: "A natureza do escorpião é picar e isto não vai mudar a minha, que é ajudar". Então, com a ajuda de uma folha o sábio tirou o escorpião da água e salvou sua vida."

segunda-feira, 21 de março de 2011

Compras coletivas, bom, mas nem tanto

por: José Almir da Rosa


Você sabe o que é uma compra coletiva? Se ainda não, muito em breve deverá ser convidado a participar deste modismo comercial que enche os e-mails e já vem marcando presença em outras mídias com a TV aberta. Trata-se de vendas coletivas que prometem descontos de até 90%.


Chamam-me a atenção as pegadinhas embutidas neste tipo de comércio que tendem a deixar o consumidor em situações delicadas. Outro dia comprei uma estadia numa pousada de Macacos-MG. Era para usufruir de segunda a sexta-feira. O dia de sexta-feira já foi vendido esgotado. Consegui, após muitos e-mails e telefonemas, a devolução do valor pago. Noutra oferta comprei um pedaço de torta de uma grande rede de Beagá. O produto era bem pior do que eu estava acostumado a consumir. Por fim comprei um adesivo de parede e ao pesquisar o preço no site que estava o produto, percebi que o preço era o mesmo anunciado pelo "Compras Coletivas".


Geralmente por trás de uma grande oferta há sempre restrições e condições que são desfavoráveis ao consumidor. Questões do frete, capacidade de atendimento/agendamento, estoque do produto e muitos outros pontos podem gerar muita dor de cabeça para o consumidor na hora de adquirir o produto.


Para tentar minimizar a situação, hoje, leio e releio as "letrinhas pequenas". Também procuro pesquisar tal produto em outros sites de vendas. O resultado é que sempre acabo por desistir da compra como ocorreu na última oferta que recebi. Revelação de fotos. Ao ler o regulamento vi que se tratava de um serviço exclusivamente virtual. Além de não ser fácil enviar arquivos de foto com qualidade pela Internet, o serviço de entrega era por minha conta. Com isto o preço ficaria muito próximo da loja física com o agravante de ter que enviar as fotos pela net. Desisti.


Para encerrar é bom que o consumidor, ao perceber que foi lesado de alguma forma, tentar negociar uma devolução dos valores pagos ou em último caso, procurar o PROCON e se valer do Código de Direito do Consumidor.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Agora

por: Chico Xavier

Nem cedo, nem tarde.
O presente é hoje.
O passado está no arquivo.
O futuro é uma indagação.
Faze hoje mesmo o bem a que te determinaste.
Se tens alguma dádiva a fazer, entrega isso agora.
Se desejas apagar um erro que cometeste, consciente ou inconscientemente, procura sanar essa falha sem delongas.

Caso te sintas na obrigação de escrever uma carta, não relegues semelhante dever ao esquecimento.

Na hipótese de idealizares algum trabalho de utilidade geral, não retardes o teu esforço para trazê-lo à realização.

Se alguém te ofendeu, desculpa e esquece, para que não sigas adiante carregando sombras no coração.

Auxilia aos outros, enquanto os dias te favorecem.

Faze o bem agora, pois, na maioria dos casos, "depois" significa "fora de tempo", ou tarde demais.

Emmanuel
Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier. Do livro "Hora Certa"- Edição GEEM

quinta-feira, 17 de março de 2011

Oração da Sabedoria

Do: livro bíblico de Sabedoria (cap 9)


Deus dos pais e Senhor de misericórdia, tudo criaste com a tua palavra! Com a tua sabedoria formaste o homem para dominar as criaturas que fizeste, para governar o mundo com santidade e justiça, e exercer o julgamento com retidão de alma. Concede-nos a sabedoria, que está entronizada ao teu lado, e não me excluas do número de teus filhos.


Eu sou teu servo, filho de tua serva, pessoa fraca e de vida breve, incapaz de compreender a justiça e as leis. Mesmo que alguém fosse o mais perfeito dos homens, se lhe faltasse a sabedoria que provém de ti, ele de nada valeria.


Contigo está a sabedoria, que conhece as tuas obras e que estava presente quando criaste o mundo. Ela sabe o que é agradável aos teus olhos e o que é conforme aos teus mandamentos.


Manda a sabedoria desde o céu santo e a envia desde o teu trono glorioso, para que ela nos acompanhe e participe dos nossos trabalhos, e nos ensine o que é agradável a ti. Porque ela tudo sabe e tudo compreende. Ela nos guiará prudentemente em nossas ações e nos protegerá com a glória dela. Assim, as nossas obras serão agradáveis a ti e nós poderemos administrar com justiça o teu povo, e seremos digno do trono do nosso pai.


Quem pode conhecer a vontade de Deus? Quem pode imaginar o que o Senhor deseja? Os pensamentos dos mortais são tímidos e nossos raciocínios são falíveis, porque um corpo corruptível torna pesada a alma, e a tenda de terra oprime a mente pensativa. Com muito custo, podemos conhecer o que está na terra e com dificuldade encontramos o que está ao alcance da mão. Mas quem poderá investigar o que está no céu? Quem poderá conhecer o teu projeto, se tu não lhe deres sabedoria, enviando do alto o teu espírito santo? Somente assim foram endireitados todos os caminhos de quem vive sobre a terra. Somente assim os homens aprenderam aquilo que te agrada.


Senhor, pai dos pais, que nós aqui reunidos possamos fazer tua vontade e saber discernir o certo do errado. Que o Teu amor e a Tua sabedoria permaneçam sobre nós e que prevaleça a voz da verdade que nasce do Teu coração. Que assim seja. Amém!