sábado, 24 de julho de 2010

Por favor, não roubem seus colaboradores



por João Alfredo Biscaia

Muito provavelmente, os leitores deste artigo devem considerar o título extremamente agressivo, inclusive deselegante.

Proponho que tenhamos muita calma e atenção sobre esse assunto, pois para mim, realmente, existem muitos 'ladrões'
nas organizações, não do dinheiro das empresas, mas sim das pessoas que com eles trabalham.

A argumentação que tenho sobre essa afirmativa foi baseada no livro O caçador de pipas, de Khaled Hosseini, que tive
o enorme prazer de ler e reler. Permito-me dizer que o livro me foi emprestado pela minha ex-sogra, acompanhado do
seguinte bilhete: 'Este livro é bom demais para ficar na prateleira'.

Principalmente em razão do bilhete, me encorajei em não deixar 'engavetado na prateleira da minha cabeça' as conexões que consegui fazer durante a leitura deste livro com a realidade das organizações e nas atitudes, posturas e comportamentos de muitas pessoas que se auto-intitulam de líderes de pessoas, apenas em função do cargo que exercem.

De todos os prazeres e sensações agradáveis e muitas vezes tristes, que a leitura deste livro me proporcionou, a mais marcante e significativa para mim foi a seguinte:

Em conversa com seu filho Amir, Baba afirma que existe apenas um pecado no mundo: o do roubo.

Ele justifica essa afirmação, dizendo:


  • Quando você deixa de dizer para alguém alguma coisa que você acredita ser 'verdade', você está 'roubando' o direito dele saber o que você sente a seu respeito.
  • Quando você mata alguém, você está 'roubando' o direito de outras pessoas conviverem com a pessoa que você matou.
  • Quando você 'maltrata' alguém, você está 'roubando' o direito dessa pessoa de ser feliz.
  • Quando você mente para alguém, você está 'roubando' o direito dela conhecer a verdade.

Como decorrência dessas assertivas, imediatamente surgiram em minha mente os inúmeros 'roubos' praticados nas organizações.

Relaciono alguns deles para que os leitores possam examinar se, em sua organização, eles são praticados.


  • Quando você chega atrasado em uma reunião, você está 'roubando' o tempo das pessoas que chegaram na hora marcada.
  • Quando você quer, ou impõem, que seus 'colaboradores' (não podemos mais falar subordinados, é um termo ofensivo, dizem alguns), fiquem trabalhando rotineiramente após as 8 horas diárias, você está 'roubando' o direito ao lazer, ao estudo, além do prazer que todos nós temos em desfrutar da companhia da esposa, filhos e dos amigos do coração.
  • Quando você pede urgência na execução de determinada tarefa, e depois não dá a menor importância, você está 'roubando' o seu colaborador.
  • Quando você pensa que alguns de seus subordinados não estão correspondendo às suas expectativas, e nada diz, você está 'roubando' a vida profissional deles.
  • Quando você fala a respeito das pessoas e não com as pessoas, você está 'roubando' a oportunidade deles saberem a opinião que você tem a respeito deles.
  • Quando você não reconhece os aspectos positivos que todas as pessoas têm, você está 'roubando' a alegria e a satisfação que todos nós precisamos por nos sentir valorizados e úteis. Além de 'roubar', você está sendo o principal gerador de um ambiente de trabalho desmotivador e desinteressante.


Tenho hoje a convicção - não a verdade - de que realmente só existe um único pecado que qualquer profissional pode cometer no exercício de cargos de liderança:

NÃO DIZER, DE FORMA EXPLICITA, CLARA E DESCRITIVA, COMO PERCEBE E SENTE OS DESEMPENHOS E OS COMPORTAMENTOS DAS PESSOAS COM QUEM TRABALHA.

Todos nós temos um discurso fácil ao afirmar que é imprescindível haver respeito e consideração com todas as pessoas com quem convivemos, quer no plano pessoal ou profissional. Pensar e falar são coisas extremamente fáceis.

O grande desafio está no agir, no fazer, no praticar aquilo que se diz ou pensa como sendo o certo, o correto nas relações entre as pessoas. Não valemos pelo que pensamos, mas sim pelo que realmente fazemos.

Tenho constatado, como base no mundo real, que a maioria das pessoas deixa de se manifestar sobre como percebe e sente o comportamento das pessoas com quem convivem. A racionalização por não dizer nada é baseada no argumento de que, 'afinal, ninguém é perfeito' e vai acumulando insatisfações, com reflexos inevitáveis nas relações.


Acrescento que o pior tipo de relacionamento que podemos praticar com as pessoas com quem trabalhamos e vivemos é o do silêncio. O silêncio fala por si só. Diz muita coisa, e gera uma relação de paranóia, muita ansiedade e enorme frustração. Dizem que as pessoas admitem boas ou más notícias, detestam surpresas.

Tomo a liberdade de recorrer a um artigo escrito por Eugenio Mussak, na revista Vida Simples, do mês de julho deste ano. Ele é enfático ao afirmar que feedback é um a questão de respeito e consideração para a outra pessoa.

Chego à conclusão de que só damos feedback para as pessoas que respeitamos e gostamos.

Dar e receber feedback são questões básicas e essenciais para a existência de uma relação saudável, duradoura e, principalmente, respeitosa.

Considero oportuno lembrar, também, que todas as coisas que prestamos atenção tendem a crescer. Se olharmos, tão somente os aspectos negativos de alguém, esses tendem a crescer aos nossos olhos.

O inverso também parece ser fatal. Se dirigirmos nossas observações a respeito das questões positivas que todos nós temos, existe a grande possibilidade delas também crescerem.

Em síntese: sugiro
a você que façamos um exame de consciência profundo nas diversas relações que mantemos. Se pergunte com bastante freqüência: Será que eu estou 'roubando' de alguém algumas informações ou percepções que podem lhes ser úteis para o seu crescimento pessoal e profissional?






O leão e o rato


Fábula de Esopo

Um Leão foi acordado por um Rato que passou correndo sobre seu rosto. Com um salto ágil ele o capturou e estava pronto para matá-lo, quando o Rato suplicou:

- Se o senhor poupasse minha vida, tenho certeza que poderia um dia retribuir sua bondade.

O Leão deu uma gargalhada de desprezo e o soltou.

Aconteceu que pouco depois disso o Leão foi capturado por caçadores que o amarraram com fortes cordas no chão.

O Rato, reconhecendo seu rugido, se aproximou, roeu as cordas e libertou-o dizendo:

- O senhor achou ridículo a idéia de que eu jamais seria capaz de ajudá-lo. Nunca esperava receber de mim qualquer compensação pelo seu favor. Mas agora sabe que é possivel mesmo a um Rato conceber um favor a um poderoso Leão.

Moral da História:
Os pequenos amigos podem se revelar grandes aliados.



O papa - para rir

O Papa chegou ao Brasil em missão não oficial e trouxe um
motorista negro.
 
Ele tinha um compromisso e estava atrasado e o negro não
passava de 80 km/h e toda hora o Papa falava pro negro andar
mais rápido e nada... ele continuava nos 80 km/h; ai o Papa
disse:
 
- Deixe que eu mesmo irei dirigir, e foi; o negro ficou no
banco de trás e o próprio Papa foi dirigindo a 140 km/h,
quando um guarda rodoviário mandou o Papa parar e, quando
viu quem era, resolveu passar um rádio pro chefe dizendo:
 
- Chefe, peguei um cara importante voando na Dutra.
 
- Quem é... um deputado? Perguntou o chefe.
 
- Nao chefe, é mais importante
 
- É um senador?
 
- Nao chefe, é mais importante ainda.
 
- Então é um governador de estado.
 
- Que nada chefe, é mais importante ainda
 
- Então só pode ser o próprio presidente
 
- É mais importante que o próprio presidente
 
- PUXA, nesse caso então só pode ser o Papa.
 
- Que nada chefe. O Papa é o motorista dele.
 
É o próprio São Benedito............ em pessoa...

 

Se você me ama não chore por mim


por Vinícius de Moraes

Se eu morrer antes de você, faça-me um favor. Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo. Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo, chame a atenção deles. Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase : ' Foi meu amigo, meu amado, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!' Aí, então derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal. Outras pessoas farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu. Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade e  o amor que aqui nos preparou para Ele. Você acredita nessas coisas ? Sim? Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito. Amizade e amor só fazem sentido se trazem o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Eu não vou estranhar o céu . . . Sabe porque ? Porque... Ser seu amigo seu amado já foi um pedaço dele !

quarta-feira, 21 de julho de 2010

As coisas nem sempre são o que parecem

(sabendo o autor, avise-me para creditar)
 
Dois Anjos viajantes pararam para passar a noite na casa de uma família muito rica.
A família era rude e não permitiu que os Anjos ficassem no quarto de hóspedes da mansão.
Em vez disso, deram aos Anjos um espaço pequeno no frio sótão da casa.
À medida que eles faziam a cama no duro piso, o Anjo mais velho viu um buraco na parede e o tapou. Quando o Anjo mais jovem perguntou: por que?

O Anjo mais velho respondeu:
"As coisas nem sempre são o que parecem".

Na noite seguinte, os dois anjos foram descansar na casa de um casal muito pobre, mas o senhor e sua esposa eram muito hospitaleiros.
Depois de compartilhar a pouca comida que a família pobre tinha, o casal permitiu que os Anjos dormissem na sua cama onde eles poderiam ter uma boa noite de descanso.

Quando amanheceu, ao dia seguinte, os anjos encontraram o casal banhado em lágrimas.
A única vaca que eles tinham, cujo leite havia sido a única entrada de dinheiro, jazia morta no campo.
O Anjo mais jovem estava furioso e perguntou ao mais velho:
"Como você permitiu que isto acontecesse?".

O primeiro homem tinha de tudo e, no entanto, você o ajudou.
"O Anjo mais jovem o acusava".
"A segunda família tinha pouco, mas estava disposta a compartilhar tudo, e você permitiu que a vaca morresse".

"As coisas nem sempre são o que parecem", respondeu o anjo mais velho.
"Quando estávamos no sótão daquela imensa mansão, notei que havia ouro naquele buraco da parede".
"Como o proprietário estava obcecado com a avareza e não estava disposto a compartilhar sua boa sorte, fechei o buraco de maneira que ele nunca mais o encontraria".

"Depois, ontem à noite, quando dormíamos na casa da família pobre, o anjo da morte veio em busca da mulher do agricultor".
E eu lhe dei a vaca em seu lugar.
As coisas nem sempre são como parecem".

terça-feira, 20 de julho de 2010

Os sonhos e seus significados


por José Almir da Rosa


Já li muito a respeito do significado dos sonhos. Infelizmente, a vasta literatura sobre o assunto às vezes nos oferece elementos que acabam por afastar sobre o verdadeiro papel que tal questão comporta em nossa vida.

Quando criança ouvia sempre um vizinho comentar que sonhou com tal coisa naquela noite e ia jogar no bicho. Lamentável que a postura de meu vizinho ainda é a de muitas pessoas nos dias atuais.


A maioria da população não liga para o que sonha e, quando o fazem, interpreta literalmente tal situação e isto acaba gerando inúmeros equívocos para o sonhador e para as pessoas que fazem parte do enredo sonhado.


Mesmo dentro do campo da psicologia, no qual o sonho poderia ser uma ótima ferramenta de trabalho, poucos são os profissionais que a utiliza. Acredito que se trata de uma questão cultural muito pouco cultivada no ocidente.


Independentemente disto ou daquilo, gostaria de partilhar com o leitor um pouco daquilo que estudei sobre o assunto. Primeiro é bom que se saiba que sonho é algo muito pessoal. Qualquer interpretação global pode incidir em erros, uma vez que não basta pegar as imagens contidas num sonho e sair buscando nos dicionários o seu significado. Não quero com isto afirmar que tais obras não servem para nada, muito pelo contrário, há no mercado ótimos estudos psicológicos a cerca dos sonhos. Quase sempre tais livros oferecem elementos que ajudarão o interessado a desmistificar a novela que viveu no seu sonho.


Mas não basta uma boa referência bibliográfica para que se possa interpretar um sonho. Muitos outros elementos devem se fazer presentes neste processo. Acredito que o principal deles é o contexto do sonhador. Só para exemplificar, é muito diferente a imagem no sonho de um cachorro para um adestrador de cães e para alguém que seja alérgica a pelos de animais. A imagem é a mesma, o contexto é outro.


Recomendo que os interessados em interpretar seus sonhos comecem por resgatá-los diariamente. Uma fórmula simples é fazer um caderno de anotações dos sonhos. O passo seguinte é ler e reler o que escreveu e com isto exercitar o consciente e o inconsciente sobre o assunto. Automaticamente as imagens vão sendo trabalhadas no seu interior e, da mesma forma, muitos dos problemas apresentados pelo sonho vão se resolvendo automaticamente.


Um erro que se deve evitar é a interpretação literal. Sonhar com a morte de alguém não significa que isto vai acontecer. O sonho, como salientei acima, é muito pessoal e o outro, aquele que morreu no sonho, na maioria das vezes é só uma imagem que o seu inconsciente escolheu para lhechamar a atenção de alguma coisa.


Antes que imagine que tudo é muito complicado esclareço que tudo é muito simples. Há culturas que desde criança utilizam os sonhos para decidir sobre as diversas atividades do dia-a-dia.


Após começar o processo de resgate dos sonhos perceberá que se trata de um amigo interior que aparece na sua vida sempre que precisa de um conselho. Diria que os nossos sonhos são um presente da nossa alma para nós mesmos. Se assim são, é muito positivo recebê-los. Utilize-os da melhor maneira possível. Aproveite seus sonhos e seja feliz.