quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Hipocrisia religiosa e política


por: José Almir da Rosa

 

A candidata Dilma Roussef se comprometeu, por meio de um documento, a não aprovar leis que descriminalizem o aborto e legalizem a união homoafetiva. O intuito disto é um só: tentar encerrar as discussões eleitoreiras que a oposição levantou para combater o crescimento dela nas pesquisas.

Lamento profundamente que os brasileiros tenham caído neste jogo político e se restringido a uma discussão que nem é de competência direta do governo federal, mas sim dos nossos legisladores que foram eleitos sem sequer dizer o que pensam sobre tal assunto.

Independente daquele que será vitorioso nas urnas, era necessário que esse fosse estimulado a "avançar para águas mais profundas e lançar a rede" em torno do grandes problemas que afetam o nosso país.

Lamento também que aqueles que se dizem líderes religiosos tenham levantado tais bandeiras e esquecido de outras que ceifam milhares de vidas no Brasil, como é o caso das drogas, da desnutrição infantil, da falta de saneamento básico e mesmo atendimento à saúde. Qual resposta eles dariam a Jesus que disse "que veio para que todos tivessem vida, e vida plena"?

Será que os dois candidatos não deveriam assinar compromissos para combater ferrenhamente os diversos problemas do país e parar de ficar "dando a população pedra ao invés de pão"?

Pergunto aos líderes religiosos se a vida dos fetos vale mais do que a vida dos jovens que estão morrendo aos milhares por causa do vício e de suas consequências. O que será que é pior, morrer antes de nascer, ou morrer logo depois de nascido?

É dolorido ver uma mãe matar o filho no ventre. Será que a dor da mãe que vê o seu filho morrer por falta de assistência médica é menor?

Em meio a esta celeuma eleitoreira lembro-me de outro trecho bíblico que narra Jesus chicoteando os vendedores do templo. Tenho a impressão que se Ele aparecer por aqui muita gente vai apanhar.

Estamos perto das eleições e até agora ficamos sabendo muito pouco do plano de governo dos candidatos. Será que as discussões vão continuar micro na qual se utilizam dos velhos chavões para dizer um monte de palavras que não representam nada de concreto para a população?

Resta olhar para o céu e dizer "Pai perdoai porque eles não sabem o que fazem". Ou será que sabem?

 


 



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José Almir da Rosa - ouvidor e jornalista
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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Pense no que vai falar


por: João Nunes Maia

 Nunca fales sem primeiro observar o que vai sair da tua boca.
 
 A tua responsabilidade é muito grande pelo que falas aos outros.
 
 A força mental que se transforma em idéias é carregada de magnetismo
 emprestado pelos teus sentimentos.
 
 A tua mente é um campo de fusões eletromagnéticas, de onde partem todos os
 pensamentos que se consubstanciam em mensagens para os que te ouvem, levando
 
 a tua marca. Portanto, deves responder pela carga dos que recebem tuas
 palavras.
 
 Se a tua mente for educada, o retomo será de paz.
 
 Se não vigiares o que dizes e a indisciplina encontrar ambiente condizente
 com a desordem, a própria natureza devolverá o que deres aos teus
 companheiros, acentuando, de volta, as formas afins às tuas idéias.
 
 Nunca fales mal de alguém, mesmo que te encontres atingido pela maledicência
 
 alheia.
 
 Nunca penses ao contrário das leis do Amor, mesmo que o ambiente em que
 vives seja propício às conversações negativas.
 
 O papel do homem de bem é vigiar a si mesmo no que pensa, fala e faz, pois o
 
 maior beneficiado é quem se educa e quem disciplina a si mesmo.
 
 Tudo o que fizeres de bom, saído da nobreza da tua alma, estarás fazendo
 exclusivamente para ti. Tu serás o maior premiado.
 
 Quem cumpre o dever nada mais está fazendo do que o próprio dever.
 
 Nunca penses e nunca fales que és um portador de luzes para a humanidade.
 
 Cada um cuida da sua própria conduta.
 
 Se falares sobre o que fazes de bom, começas a corromper o Bem que intentas
 realizar.
 
 E quando anunciamos alguma coisa do grau de Caridade a que atingimos, a
 vaidade não deixa de aumentar as proporções que não foram atingidas.
 
 Distorcendo a verdade, caímos na depressão urdida pela mentira e a
 consciência nos cobra o que deixamos de fazer e que anunciamos aos outros
 sem ter feito.
 
 Colocamos uma lente no bem que tentamos fazer e fazemos questão de mostrar a
 
 quem passa, tentando colocar viseiras nos olhos dos nossos companheiros, no
 que se refere aos nossos atos indignos. Tudo isso são ilusões.
 Estamos enganando a nós mesmos, porque ninguém engana as Leis e nem Quem as
 fez.
 
 O orgulho e a vaidade estragam muitas vidas.
 
 O orgulhoso e o vaidoso não desconfiam que os outros estão observando e
 analisando o que falam a mais do que realmente são.
 
 Se és verdadeiramente um benfeitor da coletividade, pelos exemplos e pelas
 ações, não te apresses em divulgar isso, porque o próprio ar se encarrega de
 
 transmitir os teus valores, os próprios objetivos ao teu derredor denunciam
 e refletem as luzes que se desprendem do teu coração.
 
 A auto-valorização é falta de discernimento e escassez de educação. Tu és o
 que és e nada mais.
 
 Se intentas anunciar o que fazes, o que foi feito apresenta falsificações
 nas suas mais íntimas estruturas.
 
 Quem fala muito sobre o que fez tem o intuito de esconder os erros que
 sempre estão à vista dos observadores.
 
 O santo quase sempre nega seus feitos, mesmo os benefícios que atingiram a
 humanidade e, quando não tem outro jeito, responde que é um dever seu fazer
 o bem e, se isso é caridade, está fazendo por bem de si mesmo. Isso não
 ocorre
 com o ignorante, que sempre quer mostrar o que não é.
 
 Fala menos de ti mesmo e, quando não suportares ficar calado, fala das tuas
 próprias deficiências, mesmo que não tenhas coragem de falar de todas.
 Dize o que a tua coragem permitir e o teu coração suportar. Mas nunca fales
 sem pensar o que vais dizer.