| por: José Almir da Rosa
A candidata Dilma Roussef se comprometeu, por meio de um documento, a não aprovar leis que descriminalizem o aborto e legalizem a união homoafetiva. O intuito disto é um só: tentar encerrar as discussões eleitoreiras que a oposição levantou para combater o crescimento dela nas pesquisas. Lamento profundamente que os brasileiros tenham caído neste jogo político e se restringido a uma discussão que nem é de competência direta do governo federal, mas sim dos nossos legisladores que foram eleitos sem sequer dizer o que pensam sobre tal assunto. Independente daquele que será vitorioso nas urnas, era necessário que esse fosse estimulado a "avançar para águas mais profundas e lançar a rede" em torno do grandes problemas que afetam o nosso país. Lamento também que aqueles que se dizem líderes religiosos tenham levantado tais bandeiras e esquecido de outras que ceifam milhares de vidas no Brasil, como é o caso das drogas, da desnutrição infantil, da falta de saneamento básico e mesmo atendimento à saúde. Qual resposta eles dariam a Jesus que disse "que veio para que todos tivessem vida, e vida plena"? Será que os dois candidatos não deveriam assinar compromissos para combater ferrenhamente os diversos problemas do país e parar de ficar "dando a população pedra ao invés de pão"? Pergunto aos líderes religiosos se a vida dos fetos vale mais do que a vida dos jovens que estão morrendo aos milhares por causa do vício e de suas consequências. O que será que é pior, morrer antes de nascer, ou morrer logo depois de nascido? É dolorido ver uma mãe matar o filho no ventre. Será que a dor da mãe que vê o seu filho morrer por falta de assistência médica é menor? Em meio a esta celeuma eleitoreira lembro-me de outro trecho bíblico que narra Jesus chicoteando os vendedores do templo. Tenho a impressão que se Ele aparecer por aqui muita gente vai apanhar. Estamos perto das eleições e até agora ficamos sabendo muito pouco do plano de governo dos candidatos. Será que as discussões vão continuar micro na qual se utilizam dos velhos chavões para dizer um monte de palavras que não representam nada de concreto para a população? Resta olhar para o céu e dizer "Pai perdoai porque eles não sabem o que fazem". Ou será que sabem?
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