Fábula
Numa fazenda um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu para a esplanada da fazenda advertindo a todos:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !
A galinha disse:
- Desculpe-me Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até o porco e disse:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira !
- Desculpe-me Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse: o que ? Uma ratoeira ? Por acaso estou em perigo? Acho que não !
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.
A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pegado. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pegado a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher. O fazendeiro chamou imediatamente o médico, que avaliou a situação da esposa e disse: sua mulher está com muita febre e corre perigo.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro foi providenciar o ingrediente principal. Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e acabou morrendo.
Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
Moral:
Quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. O problema de um é problema de todos.
Espaço para partilhar o que penso, o que vivo e também outros materiais que julgo poder colaborar para que juntos sejamos mais...
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
O Rato e a Ratoeira
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Pare de fumar

por José Almir da Rosa
Nas minhas últimas férias visitei uma tia que tem 57 anos, cinco filhos, quatro netinhos e um grave problema de saúde: efisema pulmonar.
Certamente a maioria das pessoas já ouviu falar desta doença mas poucos já conviveram com alguém que está com este mal que é causado, principalmente, pelo cigarro.
Se os dias que fiquei de férias foram muito agradáveis, os minutos que fiquei ao lado da cama desta infeliz avó me chocaram muito. É muito difícil transcrever tal sentimento e os momentos de terror que minha tia está vivendo, mas, como não posso levar você até lá, resgato alguns fatos e com isto, mais uma vez apelo aos fumantes: parem de fumar.
Cheguei ao quarto de minha tia exatamente no momento em que meu tio iniciava a troca do botijão de oxigênio. No momento em que a mangueira do ar foi desconectada para troca, minha tia começou a suar como se tivesse numa sauna. Com as mãos ela nos pedia ar. O desespero tomou conta de todos nós que assistíamos aquela cena sem nada poder fazer.
Após pouco mais de um minuto o processo foi concluído, e, ao contrário do que se possa pensar, minha tinha continuou o seu sofrimento porque mesmo com toda aquela parafernália ligada a ela, o ar que ela recebe já não está sendo mais suficiente. Mais alguns minutos e daí peguei na mão daquela mulher que hoje deve estar pesando uns 40 quilos. Pedi sua benção. Ela tentou mas, não conseguiu responder que Deus me abençoasse. Não me contive e lágrimas brotaram.
Que Deus abençoe minha tia e dê a ela forças para suportar este martírio que segundos os médicos é irreversível. Luz do céu e sabedoria também a todos que fumam e que são fortes candidatos a vivenciarem esta tragédia humana. Que cada um que agora lê este relato possa levantar a bandeira do antitabagismo e desta forma ajudar a salvar muitas vidas não só da morte mas deste sofrimento avassalador do corpo e da alma de todos nós.
O laço e o abraço
por Mário Quintana
Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço...
Uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em
qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando...
Devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,
deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, iguais meus pedaços de fita, sem perder nenhum
pedaço.
Então o amor e a amizade são isso...
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!!!