sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O Rato e a Ratoeira


Fábula

Numa fazenda um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu para a esplanada da fazenda advertindo a todos:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !
A galinha disse:
- Desculpe-me Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até o porco e disse:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira !
- Desculpe-me Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o senhor  será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse: o que ? Uma ratoeira ? Por acaso estou em perigo? Acho que não !
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.
A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pegado. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pegado a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher. O fazendeiro chamou imediatamente o médico, que avaliou a situação da esposa e disse: sua mulher está com muita febre e corre perigo.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro  foi providenciar o ingrediente principal. Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e acabou morrendo.
Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.

Moral:
Quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. O problema de um é problema de todos.


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pare de fumar



por José Almir da Rosa


Nas minhas últimas férias visitei uma tia que tem 57 anos, cinco filhos, quatro netinhos e um grave problema de saúde: efisema pulmonar.


Certamente a maioria das pessoas já ouviu falar desta doença mas poucos já conviveram com alguém que está com este mal que é causado, principalmente, pelo cigarro.


Se os dias que fiquei de férias foram muito agradáveis, os minutos que fiquei ao lado da cama desta infeliz avó me chocaram muito. É muito difícil transcrever tal sentimento e os momentos de terror que minha tia está vivendo, mas, como não posso levar você até lá, resgato alguns fatos e com isto, mais uma vez apelo aos fumantes: parem de fumar.


Cheguei ao quarto de minha tia exatamente no momento em que meu tio iniciava a troca do botijão de oxigênio. No momento em que a mangueira do ar foi desconectada para troca, minha tia começou a suar como se tivesse numa sauna. Com as mãos ela nos pedia ar. O desespero tomou conta de todos nós que assistíamos aquela cena sem nada poder fazer.


Após pouco mais de um minuto o processo foi concluído, e, ao contrário do que se possa pensar, minha tinha continuou o seu sofrimento porque mesmo com toda aquela parafernália ligada a ela, o ar que ela recebe já não está sendo mais suficiente. Mais alguns minutos e daí peguei na mão daquela mulher que hoje deve estar pesando uns 40 quilos. Pedi sua benção. Ela tentou mas, não conseguiu responder que Deus me abençoasse. Não me contive e lágrimas brotaram.


Que Deus abençoe minha tia e dê a ela forças para suportar este martírio que segundos os médicos é irreversível. Luz do céu e sabedoria também a todos que fumam e que são fortes candidatos a vivenciarem esta tragédia humana. Que cada um que agora lê este relato possa levantar a bandeira do antitabagismo e desta forma ajudar a salvar muitas vidas não só da morte mas deste sofrimento avassalador do corpo e da alma de todos nós.


O laço e o abraço

por Mário Quintana

 Meu Deus! Como é engraçado!

 Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... 
 Uma fita dando voltas.

 Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.

 É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.

 É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em 
 qualquer coisa onde o faço.

 E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando...

 Devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.

 Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.

 E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.

 Ah! Então, é assim o amor, a amizade.

 Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.

 Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,
 deixando livre as duas bandas do laço.
 Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.

 E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.

 E saem as duas partes, iguais meus pedaços de fita, sem perder nenhum 
 pedaço.

 Então o amor e a amizade são isso...

 Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.

 Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!!!