sexta-feira, 22 de julho de 2011

A morte da amizade real

por: José Almir da Rosa

 
É com profundo pesar que noticio o falecimento das amizades reais. De agora em diante
quem persistir em cultivar este sentimento deverá usar como alternativa os contatos
virtuais. Mensagem só de 160 caracteres conforme estabelece o twitter. Alternativas
similares podem ser usadas no orkut, facebook ou nas outras ferramentas de redes
sociais que de agora em diante se estabeleceram como órgãos oficiais de comunicação.
Exceções devem ser enviadas por e-mail sempre tendo o cuidado de escrever pouco sob
pena de não ter o seu texto lido. Palavras bonitas, reflexões e outras mensagens devem
ser encaminhadas dando preferência ao powerpoint.
Caso sinta a vontade de desabafar com mais caracteres do que é permitido, crie um blog
ou mesmo um site. Neles é possível se comunicar com milhões de "ninguém".
Caso haja necessidade de contato mais pessoal utilize uma mensagem de telefone ou,
em caso excepcional, ligue. Neste último caso procure tomar o cuidado de não estender
a conversa porque isto tem custo e ainda por cima quebra os padrões ora estabelecidos
pela sociedade. Como dica de diálogo use "oi, tudo bem, tchau!"
Ainda neste contexto, caso uma das partes tenha interesse em visualizar a outra, utilizar
uma webcam e o messenger. Recomenda-se que o interlocutor dialogue virtualmente
com pelo menos dez pessoas ao mesmo tempo, pois, desta forma, aproveitará melhor
o tempo. Lembre-se que neste caso existe uma fórmula própria de comunicação. É
necessário reduzir ao máximo as palavras, "blz?". Independentemente da forma de
amizade que tenha estabelecido, procure utilizar o menor tempo possível para cultivá-la.
Qualquer coisa acima de 10 minutos pode ser prejudicial e afetar a sua agenda social. O
ideal para que tal amizade se mantenha "viva" é postar, em média, de dois a três scraps
semanais no orkut ou no facebook de forma que os outros amigos virtuais percebam que
está dentro dos padrões sociais.
Agindo desta forma terá condições de aumentar dia após dia o seu número de contatos
virtuais, podendo, inclusive, ser seguido por mais de mil pessoas conforme possibilita
o Twitter. Cultive tal número também nas redes sociais. Isto conta ponto a favor do
usuário que sempre deve priorizar por criar um nick simples e de fácil assimilação. Por
fim, como exercício diário, evite ir ao encontro das pessoas. Exceções somente para
o trabalho e escola. Utilize o tempo livre para atualizar as suas redes sociais e, claro,
continuar ampliando a sua lista de amigos virtuais.



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 Abraços!

Língua ferina

por: Professor Marcos Faiock Bomfim

Já está provado que nossas palavras têm mesmo muito poder, e quanto mais íntimo for o relacionamento entre duas pessoas, maior será esse poder. O vínculo emocional faz com que seja muito difícil para alguém desprezar os insultos de um amigo, cônjuge, pai, mãe, filho, ou patrão. A verdade é que nem todos têm esse poder sobre nós. Ninguém se ofende, por exemplo, com os latidos irados de um cachorro, os xingamentos de um bêbado ou de um louco da esquina, mas se magoa com frases impensadas ditas por pessoas do circulo mais íntimo. 

Se, por um lado, nem sempre podemos escolher aquilo que vamos ouvir da boca de outros, por outro, temos uma tremenda responsabilidade diante de Deus em relação àquilo que sai de nossa própria boca. Cristo disse que "de toda a palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo". E acrescenta: "Por tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado" (Mt 12:36, 37). E por que Deus considera esse assunto com tanta seriedade? Porque através de nossas palavras podemos transmitir ideias que serão como que materializadas na mente de quem as escuta. É um processo físico mesmo.

As ideias sempre precedem as palavras. E uma ideia é sempre um caminho percorrido por um impulso elétrico, que passa por uma sequência de neurônios, através das sinapses. Hoje se pode determinar inclusive que região do cérebro está sendo afetada por determinada ideia. E ideias diferentes percorrem caminhos diferentes. Numa linguagem muito simplificada, poderíamos dizer que cada vez que uma mesma ideia percorre seu caminho, faz com que haja um aumento de calibre desse caminho, facilitando o trânsito.

As ideias - que são reações químicas que ocorrem fisicamente no cérebro de quem as concebe -, por incrível que pareça, podem ser transferidas, através da fala e da audição, para o cérebro de quem as ouve. E sempre que uma ideia passa pelo cérebro de alguém, ela o altera quimicamente, de maneira definitiva. Nunca mais esse cérebro será o mesmo. Por meio dos processos de memória, a informação fica lá, gravada, e não pode jamais ser tirada dali. Outra ideia poderá um dia até se tornar mais forte do que a primeira, mas uma informação, uma vez colocada para dentro do cérebro, sempre estará lá, de alguma forma influenciando as ações, decisões e reações da pessoa.

No livro Mente, Caráter e Personalidade, Ellen G. White diz inclusive que ao darmos expressão a ideias de desânimo, frustração ou raiva, por exemplo, essas palavras ouvidas pela própria pessoa que as disse atuam de forma reversa, aumentando o sentimento que lhes deu origem.

Como "água mole em pedra dura, [que] tanto bate até que fura", ideias repetidas podem, de certo modo, "furar" um cérebro, ou derrubar suas barreiras. Um exemplo extremo desse conceito é a utilização de técnicas de lavagem cerebral que, através da repetição e da sutileza, utilizando recursos subliminares ou não, procuram fazer com que pessoas pensem e ajam de acordo com padrões pré-determinados.

É nesse sentido que nossas palavras também têm o poder de criar ou destruir, e podemos por meio delas escolher participar, ou com o Criador no processo de construir, ajudar animar, melhorar a outros, ou ao contrário, humilhando, derrubando, piorando, destruindo e criticando. E, nesse caso, a sinceridade pode até ser utilizada como desculpa para aplacar a consciência de quem arrebenta com a vida dos outros com suas palavras.

Sinceridade não é simplesmente falar tudo o que se pensa, de qualquer jeito, mas também é pensar tudo o que se fala. Quem fala tudo o que quer, do jeito que quiser, vai acabar colhendo da vida o que não quer. Um velho ditado dizia mesmo que "uma língua ferina e um cérebro obtuso, normalmente se encontram na mesma cabeça"!

Outra virtude invocada por esses destruidores da vida dos outros, além da sinceridade, é a veracidade. Essas pessoas imaginam estar certas porque pensam que estão dizendo a verdade a respeito de outra pessoa. Mas a verdade é apenas uma das peneiras que deveriam servir de critério para escolhermos o que dizer ou não a respeito dos outros. O fato de que algo seja verdade não é suficiente para que deva ser dito. Para que um juízo ou uma ideia sobre alguém saia de nossa boca, além de verdadeira, deveria ser também bondosa, e necessária. Se uma ideia não for, digamos, "do bem", ou se não for necessária, jamais deveria baixar do cérebro para a língua, ainda que fosse verdadeira.

Tanto a verdade como a sinceridade são virtudes imperfeitas, quando estão sozinhas. Elas precisam da bondade, da santidade, da cortesia e do amor para se tornarem completas.

É por isso que Paulo afirma na carta aos Efésios (4:29): "Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e assim transmita graça aos que ouvem."

Pense nisto e comece a controlar a sua língua.

 



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 Abraços!

A vida sem amor

(autor desconhecido)

A inteligência sem amor te faz perverso.

A justiça sem amor te faz implacável.
A diplomacia sem amor te faz hipócrita.
O êxito sem amor te faz arrogante.

A riqueza sem amor te faz avarento.

A docilidade sem amor te faz servil.

A pobreza sem amor te faz orgulhoso.

A beleza sem amor te faz ridículo.

A autoridade sem amor te faz tirano.

O trabalho sem amor te faz escravo.

A simplicidade sem amor te deprecia.

A oração sem amor te faz introvertido.

A lei sem amor te escraviza.

A política sem amor te deixa egoísta.

A fé sem amor te deixa fanático.

A cruz sem amor se converte em tortura.

A vida sem amor... não tem sentido!